Bio

Nascida no Rio de Janeiro, Brasil, 1966
Vive e trabalha em São Paulo, Brasil

Andréa Velloso é uma artista visual, documentarista e fotógrafa. Suas obras incluem video-instalações, foto-montagens, documentários e filmes experimentais. Graduada na FAAP em Design e Comunicação Visual – Fundação Armando Alvares Penteado, São Paulo. Andréa Velloso nasceu no Rio de Janeiro e cursou por 2 anos muitas oficinas e aulas de Artes Visuais, História da Arte e Filosofia no MAM – Museu de Arte Moderna  do Rio de Janeiro. Muito jovem, com 16 anos, ela trabalhou com um artista muito especial : Raimundo Collares, como sua assistente durante 2 anos (1983 e 1984). Andréa já participou de muitos filmes de longa e curta –metragem como diretora de arte durante 18 anos. Depois de várias viagens ao redor da Ásia onde reconhece uma grande “inter-relação” entre alguns rituais, valores e cosmogonias de alguns povos, começa dessa forma a fazer seus primeiros trabalhos experimentais. A globalização ancestral e o fluxo contínuo e involuntário de tudo são seus maiores instrumentos de trabalho, onde finalmente resgata a vacuidade , lugar onde não há dualidade.

Andréa Velloso atualmente preza pelos desdobramentos que um mesmo trabalho pode adquirir. Começou a fazer documentários com uma linguagem muito experimental, que se transformaram em filmes experimentais, fotomontagens, colagens, vídeo-instalações e projetos sonoros, sempre com muitas camadas onde a memória e o esquecimento são matérias primas fundamentais. Em 2014 o filme UNTITLED, ELIOT ON THE LAKE foi convidado por uma curadora para o NATIONAL MUSEUM OF ICELAND numa Mostra de filmes de arte e em 2013 para o Festival MADATAC de filmes de arte em Madri. Em 2012 foi selecionada para o ARTE.MOV, com o filme INVOLUNTÁRIO, e também para a MOSTRA SESC DE ARTES 2012, “Mostra de Imagem em Movimento” com o filme ESCAPEI-ME. Sua primeira exposição coletiva foi em dezembro de 2010, na Galeria Mercedes Viegas no Rio de Janeiro, COLETIVA 10, com um grupo especial de artistas (Ana Maria Maiolino, Tunga, Antonio Dias, Raimundo Collares, Cildo Meireles, entre outros). Andréa foi selecionada pela curadora e artista Lenora de Barros com o seu primeiro trabalho sonoro: ESCULTURADE LINGUAS ESQUECIDAS, 4’33 “, em homenagem à John Cage, para a Rádio Visual da 7 ˚ Bienal do Mercosul em 2009. Na época das Olimpíadas de 2008, Andrea fez uma grande projeção urbana, por iniciativa própria, como ação política contra os maus tratos dos tibetanos: OS TIBETANOS EXISTEM, em looping, com jovens monges tibetanos de Tashi Lumpo, no Tibete, cantando mantras durante oito horas consecutivas, durante a noite, na intersecção das Avenidas Paulista e Av. Consolação em SP (40MTS x 15mts), em 2008. Criou uma instalação de vídeo: BRASIL EM CHAMAS, 5 ‘, sobre uma instalação do artista Emanuel Nassar, exposta na entrada do Centro Cultural Banco do Brasileiro – Rio de Janeiro, em 2003. Esta vídeo-instalação foi criada pelo artista especialmente para seu primeiro filme :TENDREL, REDE INTERDEPENDENTE, feito com andinos e pessoas de Belém e índios do Acre, tibetanos, alguns artistas, incluindo Bill Viola, prisioneiros e prostitutas sobre a “globalização ancestral”. Andréa foi a Amazônia para visitar uma Tribo Indígena muito isolada, da nação de Ashaninkas e Kashinawa, onde criou sua primeira vídeo-instalação com um design de som especial sobre crianças da tribo numa árvore, também foi para o Tibete para documentar, em 40 horas, um lugar muito forte e isolado em 2000, foi para Bangkok registrar um ritual de fogo em Darmakaia Foundation com 60.000 monges e mais de 200.000 pessoas de todo o mundo; foi ao deserto indiano do Rajastão e Varanasi para os rituais da morte hindus no interior do Rio Baghmati, para o Nepal e Camboja, com alguns Lamas “Rimpoches” budistas do Tibete, com muitos rituais diferentes com os elementos da natureza. Todos esses deslocamentos e registros de tantas diferentes culturas e pessoas, aprofundou sua ligação e interesse em representar com multimídias, o infinito, o vazio, e a vacuidade através dos fluxos e movimentos involuntários e contínuos.

Andrea trabalhou por 18 anos como diretora de arte de sete longas-metragens, nove curtas-metragens, filmes publicitários na O2 Filmes e foi diretora de arte de muitos filmes publicitários , MTV no seu início, e televisão. Com seu primeiro roteiro de filme documentário, ganhou um prêmio do Ministério da Cultura em 2000 e dirigiu o filme TENDREL, REDE INTERDEPENDENTE, sobre a globalização ancestral, feito nas montanhas geladas dos Andes, na Amazônia brasileira e São Paulo. Com seu roteiro, ganhou o prêmio da Secretaria de Cultura de São Paulo e fez o filme INVISIVEIS (35mm), 15 ‘e O HOMEM INVISÍVEL, de 52″. Os filmes foram exibidos no Festival de Cinema de Tampére, na Finlândia em 2007, representando a cidade de São Paulo e abriu o 1 ˚ Festival de Direitos Humanos na América Latina, entre muitos outros festivais ao redor do mundo. O filme foi exibido numa grande tela urbana na rua, no Vale do Anhangabaú, uma das praças maiores e mais populares do centro da cidade de São Paulo e teve um grande público, incluindo muitos moradores de rua e varredores.

 Realizou a direção de arte do longa-metragem Filhas do Vento, de Joel zito Araújo. Fez a direção de arte do Longa-metragem Latitude Zero, de Tony Venturi – Prêmio de melhor Direção de Arte no Festival do Ceará ; Prêmio de melhor Direção de Arte no Festival de Cuiabá; Prêmio especial de roteiro no festival Internacional de Sundance de 1998, entre outros. Fez a direção de arte e os figurinos do Longa- metragem 16060, de Vinícius Mainard – Prêmio especial do júri da mostra internacional de São Paulo 95, cinco prêmios no festival de Brasília 95, convidado do Festival de Nova York e da mostra  de Veneza.  Em 1998, criou os figurinos de época do filme Dois Córregos de Carlos Reichenbach. Fez Capitalismo Selvagem de André Klotzel e trabalhou ao lado de Guilherme de Almeida Prado, nos filmes: A Hora Mágica, onde confeccionou mais de 400 figurinos dos anos quarenta, Prêmio de Direção de Arte no Festival de Recife; Perfume de Gardênia, e no curta Glaura, ganhador do Festival de Brasília de 1996. 

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